Loading...
Vida de Blogger

Hello Blogger convida: Mariana Viaja

Como inovar no Youtube: Hello Blogger convida Mariana Viaja

Esse mês, a Hello Blogger convida a Mariana Bueno, do blog Mariana Viaja, para contar sobre sua experiência no Youtube, desde a criação do canal até formas diferentes e inovadoras de movimentar e produzir conteúdo.

A Mari está realizando um trabalho super bacana no canal do Youtube do Mariana Viaja, e nada como aprender com quem tem mais experiência que a gente né? Afinal, o conteúdo em vídeo é o futuro e está mais do que na hora de uma conseguir inspiração para dar o pontapé inicial no seu canal!

Conta pra gente, Mari!

Youtube: como inovar produzindo conteúdo de viagem

Quando criei meu blog, Mariana Viaja, a ideia era apenas compartilhar alguns textos que eu já escrevia como diário de bordo das minhas viagens, além de poder exercer uma escrita mais criativa, hábito que eu vinha perdendo por conta do meu trabalho como jornalista.

Não demorou muito e percebi que, se eu quisesse fazer o blog crescer e, quem sabe, futuramente, até transformar isso em profissão, eu precisaria organizar melhor algumas coisas. Comecei a alternar textos mais diretos e informativos com outros que têm mais a minha cara. Fui, também, definindo melhor meu propósito e meu foco. Sempre gostei mais de falar de experiências do que somente de destinos. Como viajo sozinha na maioria das vezes, percebi que era uma curiosidade de quem lia meus textos, mais até do que as dicas do que fazer em cada lugar. Então criei uma categoria sobre o tema, compartilhando textos não só meus, mas também de outras mulheres viajantes.

Mas o blog ainda tinha um ponto que eu não conseguia riscar da lista: o YouTube. Porque o Facebook e o Instagram, por mais que os algoritmos nos sabotem, são mais fáceis de lidar. O texto já está feito, as fotos já estão prontas, é só compartilhar (claro que não é só isso, mas, falando no básico, seria). O Twitter é minha rede mais antiga e é onde me sinto mais à vontade. Mas o YouTube eu não conseguia pensar numa alternativa – só sabia que isso era necessário, já que os vídeos são um formato cada vez mais em alta.

Vários motivos me atrapalhavam. Não sou de consumir informação em vídeo, sou da escrita e da leitura. Não tinha o hábito de filmar nada em viagens e nem pretendia ter, não queria ter uma função a mais. Por causa disso, nunca me preocupei em ter equipamentos bacanas para filmagem. E não sei editar (ok, é possível aprender, mas faltava tempo e interesse). Além disso, ao buscar vídeos de viagem, eu via coisas tão bonitas e bem feitas que eu não conseguiria fazer e, pra fazer mal feito, não valeria a pena. E não era o meu estilo. Ponto. Acho que no fim das contas essa era a grande questão, porque se fosse algo que eu estivesse muito a fim de fazer, eu faria, eu aprenderia, eu me arriscaria.

Fiquei pensando então nos formatos que gosto de assistir, que são vídeos de entrevistas, bate-papo e conversas. Programas como Saia Justa, Papo de Segunda, ou, para ficar no ramo de viagens, o Porta Afora, com a Rosana Hermann e o Fábio Porchat. Quando eu eventualmente pensava em vídeos de viagem, era o formato que eu queria. Um sofá, uns petiscos, um pessoal bacana e a conversa rolando. Amadureci as ideias e bolei então o Dedo de Prosa – dei esse nome porque é como os mineiros costumam se referir a um bom papo.

Eu estaria fazendo algo que gosto, algo que tem a minha cara, algo simples, sem precisar de edição, e, principalmente, algo diferente do estilo de vídeo que a maioria dos blogs já faz. Não estava pensando em audiência nem nada, só mesmo em ter conteúdo para alimentar o canal no YouTube. Como lá eu não tinha (e meio que ainda não tenho) quase ninguém, optei por fazer como transmissão ao vivo no Facebook, onde meu público é maior. Acho o ao vivo legal e me soa mais natural, sem cortes, embora haja riscos – e realmente tive alguns problemas, como vídeo que ficou de ponta cabeça, ou que perdeu a resolução depois que foi publicado. Mas faz parte…

Quis fazer por temporada, para ter datas fixas (não para o público, mas algo importante para minha organização) e também para fazer um teste. Defini que a 1ª temporada teria oito programas. E o foco seria, assim como no blog, falar de experiências ligadas a viagens, não exatamente de destinos. Fechei parceria com um espaço criativo, o 2P Ateliê, e fiz todas as transmissões de lá. Meu amigo Silvio Rodrigues, que é estilista, montou meus looks. E outro amigo, o Lenilton Araújo, topou filmar e ser meu diretor, me ajudando a pensar em alguns pontos. Tudo isso ajudou a dar uma cara de “programa”, o que, modéstia à parte, acho que foi bem legal.

Nesse meio tempo, participei de um evento no Dia da Mulher falando sobre viajar sozinha e, na plateia, tinha uma pessoa que trabalhava no programa Encontro com Fátima Bernardes. Não nos falamos pessoalmente, mas ela me mandou uma mensagem pelo Instagram e, alguns dias depois, me indicou a uma produtora, que entrou em contato me convidando para uma participação. Conversamos bastante, ela gostou, e, antes de fechar, fez uma pergunta: se eu já tinha falado na televisão. Porque um programa ao vivo, em rede nacional, não poderiam correr o risco de colocar alguém que pudesse travar (isso ela não falou, eu que deduzi, mas faz sentido, né?). Respondi que na TV nunca, mas que fazia vídeos de entrevistas ao vivo e que ela poderia assistir.

Acho que ela gostou, porque minha participação foi confirmada. =) Uma experiência inesquecível, que foi excelente não só para divulgar o trabalho no blog, o que é um baita reconhecimento, mas porque pude falar sobre viajar sozinha, tema que ainda tem alguns tabus, além de ter sido um momento único na minha vida em muitos sentidos e que me estimulou a investir ainda mais nos meus vídeos. Afinal, com a Fátima Bernardes foi bem assim, uma conversa, um dedinho de prosa, a diferença é que eu estava no papel de entrevistada, não de entrevistadora.

Mas voltando ao meu canal… Depois que a transmissão ao vivo no Facebook acabava, eu salvava o vídeo e subia no YouTube. Na 2ª temporada resolvi fazer diferente e subir direto, já com o intuito de gerar mais visualizações no próprio canal. Fiz gravado, mas como se estivesse ao vivo, sem edições, sem cortes, no mesmo formato. E sigo na luta para divulgar e movimentar o YouTube. Tenho também outro formatinho, que chamei de Álbum da Mariana, no qual falo brevemente de um destino e mostro as fotos. Eles são exibidos em semanas intercaladas, com vídeos inéditos sempre às quartas-feiras 19h30. Mas o Dedo de Prosa é o meu xodó e o que quero continuar fazendo.

O que posso dizer em relação a tudo isso é que a gente deve SEMPRE procurar fazer o que tem a nossa cara. Não existe certo ou errado, não existe fórmula, não é porque funciona com um que vai funcionar com outro. Claro que temos de pensar no público, mas, essencialmente, fazer o que combina com a gente, independente de números – sei da importância deles, mas não é meu ponto principal, isso virá com o tempo. Mais importante do que pensar em quantas pessoas viram, é saber se quem viu, gostou. E, principalmente, saber que fiz algo que me deu prazer. Estar ali, conversando com pessoas incríveis, conhecendo melhor seus projetos e/ou suas vivências, aprendendo com elas, é algo que me enriquece e me deixa feliz. E acho queem tudo na vida, isso é que faz a diferença!

Quer conferir mais sobre o trabalho da Mari? Siga o Mariana Viaja nas redes sociais: Youtube | Facebook | Twitter | Instagram

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *